terça-feira, 25 de agosto de 2020

Energia a bordo - como funciona?

 

Imagem: Escola de Vela oceano Florianópolis


Baterias & Veleiros

Energia a bordo

 

Por Marcelo Visintainer Lopes

Escola de Vela Oceano

 

Virou o arranque e não tinha ninguém em casa?

Quem nunca?

Baterias comuns costumam durar muitos anos, mas não são eternas.

Se derem de algum tipo de aviso, aproveite e coloque novas.

Nem pense em dar uma esticadinha na sua vida útil, pois deixarão você na mão mais uma vez.

Se o aviso for precoce (bateria ainda nova) é muito provável que o problema esteja no alternador.

Não substitua a bateria. Chame um técnico ou retire o alternador e leve-o até uma oficina.

O banco de baterias do veleiro deve ser dimensionado para dar conta de todos os instrumentos e equipamentos nas 24 horas do dia (com no mínimo 100% de sobra).

O consumo médio varia muito de veleiro para veleiro, mas vou exemplificar com valores entre 10Ah e 15Ah (ampères-hora).

 

- 10Ah x 24h = 240A - O tamanho mínimo do banco será 480A.

- 15Ah x 24h = 360A - O tamanho mínimo do banco será 720A.

 

Veleiros com motor de centro produzem sua energia através do alternador.

Ele também é responsável por carregar as baterias, mas é importante ressaltar que a forma “rápida” com que carrega, eleva a temperatura interna e deteriora prematuramente as placas.

Pensando nisto, somado ao desgaste do motor e no consumo de combustíveis fósseis é que devemos buscar outras formas alternativas de geração de energia.

Geradores eólicos conseguem produzir quase toda a nossa energia do dia, mas dependem do ângulo e da velocidade do vento para cumprir essa tarefa.

Os hidrogeradores estão no topo da lista de eficiência energética, porém com um custo bem superior se comparado com as placas solares.

Embora não gerem energia limpa os geradores auxiliares (diesel e gasolina) dão um excelente suporte na geração de energia para equipamentos de grande consumo.

Alguns modelos possuem carregador de bateria integrado e os demais necessitam de um carregador ligado a ele.

Em dias nublados e chuvosos as placas diminuem em até 90% sua eficiência, assim como os geradores eólicos nas zonas de calmaria.

É por esta razão que os geradores auxiliares e o alternador do motor se tornam imprescindíveis.

Quando pensamos no tipo ideal de bateria para compor o nosso banco, devemos levar em conta a utilização do veleiro.

Seu barco é do tipo que veleja bastante ou fica mais tempo parado?

Esta informação determina a escolha pelas baterias comuns (automotivas) ou pelas estacionárias.

As baterias comuns são mais baratas e a sua vida útil é muito interessante.

A dica para aumentar a sua vida útil é não deixar baixar mais do que mais que 10% da sua carga total. Elas não foram desenvolvidas para perder muita carga como as baterias estacionárias.

Outro detalhe importantíssimo é que elas foram criadas para situações de constante movimento, propiciando a mistura dos líquidos internos (água e ácido).

Com os constantes movimentos do veleiro, o ambiente de mistura destes líquidos se aproxima muito dos automóveis, o que acaba sendo benéfico.

Barcos que ficam parados por longos períodos produzem um efeito de separação da água e do ácido.

O mesmo serve para barcos que velejam em águas muito abrigadas e sem ondas.

Este efeito faz com que a bateria perca a capacidade de gerar picos de energia para o arranque e também leva à degradação prematura.

Embora as baterias estacionárias possuam um ciclo de vida maior, a composição de seus líquidos internos foi desenvolvida para que fiquem imóveis.

Seus líquidos ficam presos entre mantas de microfibra de vidro e o efeito de separação dos líquidos é reduzido.

As estacionárias podem perder até 80% da sua carga sem prejuízo na vida útil e isto é uma grande vantagem em ralação às automotivas. 

Se o seu barco permanece longos períodos parado, não possui fontes alternativas de energia ou veleja em águas lisas, a bateria estacionária pode ser vantajosa.

Se o tema ajudou você, comenta aí!

Ficou confuso?

Me chama que eu explico melhor!


Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo
Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Dicas de Ouro #1

  


COMUNICAÇÃO EFICAZ X PREVENÇÃO


Por Marcelo Visintainer Lopes

Instrutor de Vela - Escola de Vela Oceano

 

Sabe aquele cliente de charter que liga todos os instrumentos e depois abre os seus armários para ver o que tem dentro?

E o cunhado que gosta de ir (sem perguntar se pode) até a proa fazer fotos?

O que dizer do meu sobrinho que só usa a gaiuta de proa para entrar e sair do barco?

O tema de hoje está relacionado ao compromisso do comandante em garantir a segurança de todos.

A comunicação eficaz serve justamente para evitar que coisas desse tipo aconteçam sem o seu total conhecimento e consentimento.

Uma conversa objetiva e bem conduzida será capaz de reduzir a quase zero o risco de acidentes e também os prejuízos materiais.

Ela deverá ocorrer logo após o embarque, antes mesmo das pessoas começarem a colocar suas coisas em qualquer lugar.

Muito cuidado antes de começar!

Existe uma grande diferença entre o comandante zeloso e profissional e o chato de plantão. A diferença está apenas na forma como você se coloca.

Por vezes o comandante prefere o silêncio a passar por chato, mas esta não é uma estratégia segura.

Seja no passeio com a família ou em um charter, a responsabilidade com a segurança é a mesma.

O charter deve ter regras bem definidas (preferencialmente em um site), garantindo que o contratante conheça seus direitos e deveres antes de efetuar a reserva.

O que ocorre com muita frequência é que o contratante não repassa aos seus convidados as normas contidas no site e por isto temos a responsabilidade de brifar tudo antes da partida.

Mesmo que você tenha dado todas as dicas é importantíssimo que acompanhe cada movimento a bordo, sem distrações (um olho no gato outro no peixe).

Ninguém tem obrigação de entrar no veleiro sabendo de tudo e por isto mesmo devemos relaxar com as manias.

Algumas coisas que fogem do controle podem realmente incomodar, mas boa parte delas poderiam passar batidas se não fosse a nossa chatice.

A dica é: controle suas manias e deixe a velejada fluir sem grilos bobos.

A comunicação gentil e bem educada é uma obrigação!

Não devemos insistir em grosserias, pois assim descobriremos rapidamente o significado da palavra “insurgência”.

No passado, os oficiais da Marinha Mercante tratavam muito mal seus marinheiros.

Eles morriam de medo de ser empurrados na água e por isto nunca davam chance para o azar.

Conheço bem este tema, pois na minha adolescência eu viajei para a Europa em um navio de carga.

Não embarquei como marinheiro e sim como convidado do gabinete do Ministro dos Transportes.

O Brasil possuía uma autarquia de navegação - Lloyd Brasileiro (fundada em 1894) que contava com uma frota de mais de cem navios que percorriam a Europa, o extremo oriente e os EUA.

Meu camarote ficava ao lado do camarote do comandante e no refeitório, devido às distinções do Ministério, eu também ocupava a cadeira ao seu lado.

Obs. Em outro momento conto como tive esta oportunidade.

Durante as refeições eu me ocupava com as histórias e dicas sobre os cinco países da nossa rota (Alemanha Oriental, Alemanha Ocidental, Bélgica, Holanda e França), mas as histórias que mais me encantavam eram relacionadas aos marinheiros.

O comandante comentava que não era seguro caminhar no convés, pois eles eram muito traiçoeiros.

Do meu camarote eu observava a manutenção diária da ferrugem no convés e não conseguia acreditar que aqueles trabalhadores eram tão maus assim.

Resolvi descer e conhecer as rotinas da tripulação e logo fiquei sabendo que o líder dos marinheiros era gaúcho (como eu) e que torcia para o meu time.

Pronto, eu já tinha carta branca também no convés.

Aproveitava o bom relacionamento com as duas tripulações (oficiais e marinheiros) para ouvir histórias incríveis.

Fiquei três meses embarcado e pude aprender muita coisa sobre “gestão de pessoas”.

Tirei minhas próprias conclusões e entendi que o medo dos oficiais tinha total fundamento, pois os marinheiros eram realmente perigosos.

Não porque eram bandidos e sim por causa das pesadas e constantes humilhações sofridas.

Por sorte esta parte da história da navegação brasileira está ficando para trás com a renovação dos comandantes.

Hoje em dia ele procuram realizar o seu trabalho de gestão valorizando todos os membros da tripulação por igual.


Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo
Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Quem veleja tem história # 1

  

Veleiro Escola Oceano (Delta 32' à epoca)


Travessias x tripulação

 

Por Marcelo Visintainer Lopes

Instrutor de Vela       

Escola de Vela Oceano

 

Comandantes estão acostumados a lidar com situações desafiadoras por longos períodos e por isto acabam desenvolvendo um modo preventivo de agir.

Sua experiência os ajuda a “ver” o perigo antes dele se aproximar.

São conservadores e seu instinto de sobrevivência é apurado.

Calculam o risco e a consequência antes de pensar no benefício.

Resiliência é a sua principal característica e por isto possui grande facilidade para mudar de rumo e colocar o barco em uma condição mais favorável em relação às condições do mar.

A arte de combinar o melhor equilíbrio do barco, o menor desgaste do equipamento e o conforto da tripulação é uma boa indicação da quantidade de milhas que ele já percorreu.

Seu maior desafio é encontrar solução para os problemas comportamentais dos membros da sua tripulação.

Reparar uma vela rasgada é bem mais simples do que administrar “conflitos” e este será o tema de hoje.

No ano de 2006 contratei dois amigos velejadores da Ilha da Tatuoca – PE para transladar um Delta 32’ de Recife até Ilhabela.

Os dois tinham as características marinheiras que eu precisava e também a educação e a simpatia necessárias para um período mais longo de confinamento.

A notícia da travessia se espalhou rápido e um terceiro tripulante pediu para embarcar.

Um cara a mais para tocar o leme de um veleiro sem piloto automático seria muito bem-vindo.

Ele era amigo e tinha as mesmas características dos demais, porém não era velejador e sua experiência com o mar vinha da pesca artesanal.

Faltando alguns dias para a partida, comecei a ter “pressentimentos estranhos” em relação a ele e achei que seria melhor convencê-lo a desistir.

Eu não tinha nada de concreto para dizer a ele. Eram apenas pressentimentos que não o convenciam.

Até o dia do embarque e, mesmo após o embarque eu continuava tentando...

Saímos do Cabanga no final da tarde e fundeamos em frente ao Pernambuco Iate Clube (dentro da barra) para o jantar.

Eu estava bastante desconfortável com aquele sentimento e até o meu estômago dava sinais...

Ancorei a menos de 50 metros do PIC e não hesitei em fazer a última tentativa, já em tom de voz mais grave: rapaz ainda dá tempo para desembarcar ali naquele pier!

Você pega um ônibus e volta para casa...

Eu já havia explicado e ele que a nossa primeira parada seria em Búzios e que o trecho de mil milhas poderia durar de 6 a 8 dias.

Ele também sabia que o barco não tinha motor de centro. Contávamos somente com um 15Hp de popa para eventuais calmarias.

Imune aos meus argumentos, parecia estar super convicto da sua decisão.

Ok. Suspendemos o ferro logo após o jantar e começamos a velejar.

Logo na saída da barra pudemos contemplar a beleza das luzes da Praia da Boa Viagem e à medida que nos afastamos da costa e como era de se esperar, as luzes foram sumindo.

Estava tudo ótimo até o terceiro tripulante (o mesmo dos pressentimentos) perceber que as luzes haviam desaparecido.

Ele começou a gritar: a luz, a luz, onde tá a luz?

Ele ficou completamente desorientado e muito perturbado emocionalmente.

Quando percebi sua angústia liguei a luz de cortesia para tentar acalmá-lo, mas de nada adiantou.

Liguei todas as luzes da cabine e nada...

Tentamos confortá-lo de todas as formas, mas o descontrole tomou conta, fazendo-o sofrer intensamente de uma fobia que ainda não conseguíamos identificar.

Minha esperança era ele voltar ao normal ao ver o dia amanhecer.

Logo que amanheceu percebemos que o problema não era a falta de luz e sim a falta de terra.

Já tínhamos o laudo psiquiátrico: fobia de terra...

Eu nem sabia que isso existia!

Fazer o que naquela situação com um tripulante chorando dia e noite?

A próxima terra a ser avistada seria no Arquipélago de Abrolhos que estava a uns cinco dias de viagem.

Como só chorava e balbuciava, eu tinha receio dele tentar fazer alguma bobagem e por isto nunca o deixávamos sozinho fora da cabine.

A cada dia que passava o ambiente ficava mais tenso e com cara de filme de suspense.

No final da tarde do segundo ou terceiro dia (não me recordo) o vento começou a aumentar muito rapidamente e as ondas também.

Baixamos primeiro a vela grande, que dava sinais de que iria explodir na altura da tala do tope e em seguida a genoa.

Com as velas bem amarradas e o leme também, entramos para dentro da cabine e tentamos descansar.

O barco derivava ao sabor das ondas e do vento e não havia nada melhor para fazer naquele momento.

O vento era tão forte que qualquer tentativa de colocar uma vela de tempestade poderia causar um acidente grave.

Seria melhor derivar sem nenhum prejuízo (estávamos a mais de 200km da costa) do que correr o risco de perder um tripulante ou desmastrear o barco.

A noite foi de mar enorme e o vento passava dos 40kt.

Ao amanhecer o vento baixou e conseguimos colocar a genoa.

A vela grande havia rasgado e subiria mais tarde, após os reparos.

Já próximos de Abrolhos, mas ainda fora do alcance visual, consegui contato com o pessoal do IBAMA e os convenci a desembarcar o tripulante.

Arrumaram uma carona com um barco de mergulho e a alegria tomou conta da tripulação, exceto do tripulante que ainda estava em crise.

Quando entramos na distância visual do arquipélago o jovem parou de chorar e começou a rir como uma criança.

A fobia de falta visual de terra havia passado!

Fundeamos na ilha principal e em seguida o bote do resgate chegou para buscá-lo.

O bote chegou, nos despedimos e ele partiu.

No decorrer daquela manhã as nuvens começaram a se dissipar e o sol, que não aparecia há muitos dias, brilhou todos os dias até o final da viagem.

A nuvem escura finalmente havia saído de cima de nós!

O astral mudou da água para o vinho e a alegria tomou conta do barco.

Os ventos de popa nos carregaram nos braços até Búzios e depois de um descanso rumamos para Ilhabela, onde realizamos a entrega do barco.


Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo
Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro

terça-feira, 28 de julho de 2020

Aprendendo a velejar com a Escola Oceano


Escola de Vela Oceano - Veleiro Escola Oceano VI sendo montado


Por Marcelo Visintainer Lopes
Instrutor de vela - Escola de Vela Oceano


Independente do modelo de aprendizado que você escolher, o mais importante é começar pelo começo que seria experimentar e testar.
Meu propósito não é dizer qual a melhor maneira para aprender e sim fazer você refletir um pouco sobre a importância de estabelecer uma ordem, como se você fosse escrever o seu “plano de ação”.
Começo de trás para frente pelas habilitações da Marinha, já que este é o primeiro equivoco mais comum.

Este é o exemplo mais clássico de como começar ao contrário.
A ordem normal das coisas é:
1º Sonhar com um veleiro
2º Descobrir se vai gostar;
3º Aprender a velejar;
4º Comprar um barco, alugar ou tripular;
5º Pensar na habilitação que você irá necessitar para a sua atividade principal e ir subindo de categoria caso necessário.

Para que serve a habilitação se você não vai usar? 
Tem uma pá de gente que passa um ano inteiro estudando para realizar os três exames (Arrais, Mestre e Capitão) e depois descobre que enjoa em cima do píer (sem nem pisar no barco).
Será mais um Capitão formado que nunca entrou em um veleiro?
Vai lá e experimenta primeiro!
Não coloque sua energia em coisas fora da ordem.
Voltando ao título da postagem: como você pretende aprender?
Tutoriais no Youtube, livros, dicas dos grupos de vela, aulas práticas, cursos teóricos ou dicas de amigos?
Uma das primeiras coisas que a pessoa faz quando começa a sonhar com um veleiro é procurar entrosamento com pessoas do meio e os “grupos de vela” são os meios mais procurados.
Lá são discutidos diversos assuntos relacionados à náutica e muitas das discussões começam a partir das perguntas dos seus membros.
Perguntas do tipo: o que você prefere?
Monocasco ou catamarã, Fast 230 ou Brasília 23’, O’day 23’ ou Atol 23’ etc.
Após ler uma centena de comentários você realmente passa a acreditar que uma coisa é melhor em detrimento de outra.
O pessoal do grupo gentilmente demonstra sua opinião em função do tema, mas o faz, na grande parte das oportunidades, baseada nas suas crenças e experiências.
Se o comentário partir de uma unanimidade na vela é uma coisa, mas como você ainda não possui condições de descobrir o conhecimento técnico daquela pessoa é muito improvável que você consiga filtrar as respostas. Neste caso, o excesso de informação pode levar você a realizar uma escolha equivocada.
Então fique esperto!
Sobre o aprendizado virtual...
Os vídeos tutoriais foram uma invenção fantástica. Eles desmistificaram o ensino de diversas atividades, possibilitando a realização de tarefas bastante complexas.
Na apresentação de práticas esportivas ao ar livre e de modalidades que possuem alguma taxa de risco (onde a segurança é primordial), eu entendo que os tutoriais não são a melhor alternativa de aprendizado.

Explico com dois exemplos:
1. Seria possível assistir um tutorial sobre a prática do Rapel e depois ir para a montanha praticar.
2. Seria possível assistir um tutorial sobre mergulho com cilindro e depois ir para o fundo do mar com sua família?

Depois você me responde...
Por se tratar de uma prática na água e, muitas vezes, longe de recursos que forneçam algum abrigo, o esporte da vela engloba diversos protocolos de segurança. Sem eles as coisas poderiam rapidamente fugir do controle.
Na primeira rajada de vento mais forte, quando o barco adernar, provavelmente você perderá o controle da situação e logo seu psicológico será abalado.
Tutoriais poderão servir muito bem para ensinar coisas pontuais a bordo, mas a arte de dominar o leme e acertar todo o conjunto para enfrentar qualquer condição de vento e mar é uma questão bem mais complexa.
É por isto que insisto em dizer que tudo tem uma ordem correta.
O difícil é convencer as pessoas que estão acostumadas a inverter o sentido e tornar as coisas mais difíceis.
Tá com dúvida?
Não sabe?
Então me pergunta.
Foram muitas as vezes que eu consegui intervir a tempo, mas também foram muitas as vezes que já não havia mais o que fazer...
A grandiosidade dos temas envolvidos na marinharia e a complexa responsabilidade de um comandante demonstram como é importante a ajuda de alguém que conheça o assunto mais que você.
Tenho uma história de infância que ilustra um pouco isto: fui empurrado (não me perguntaram se eu queria) pelos meus pais para as raias de regata logo depois que sai da escolinha de vela do Veleiros do Sul.
Naquele tempo não havia treinador e só havia um barco de apoio. Bastava sumir da vista do marinheiro que pilotava aquela embarcação e você estava fadado a voltar sozinho para o clube (remando na calmaria ou morrendo de medo em um temporal).
Não tive nenhuma ajuda naquele início e sei o quanto é duro olhar para o lado e não ver ninguém para te ajudar. Os velejadores mais velhos só zoavam e deixavam os pequenos aprender na marra.     
Minha carreira de instrutor de vela iniciou quando eu tinha 17 anos e desde então eu ajudo e dou apoio em tudo que está relacionado com a vela.
Se você precisar de algo me chame no whatsapp (48 988113123).

Bons ventos!



Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo
Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Escola de Vela Oceano Floripa - 2 a 5 de julho

Escola de Vela Oceano.
Velejadas da semana de 2 a 5 de julho.
Aulas de Personal Sailing nos módulos 1 e 2.
Instrutor: Marcelo Visintainer Lopes
Imagens: Marcelo Lopes e Veleiro Atixba (Wind 34)

Veleje em Floripa com a Escola de Vela Oceano.
Cursos de Vela Oceânica em todos os níveis
Travessias Oceânicas
Locação de veleiros para passeios
Locação de veleiros para eventos 

Escola de Vela Oceano Floripa - Santo Antônio de Lisboa

 Escola de Vela Oceano Floripa - Santo Antônio de Lisboa

 Escola de Vela Oceano Floripa - Santo Antônio de Lisboa

Escola de Vela Oceano Floripa - Santo Antônio de Lisboa

 Escola de Vela Oceano Floripa 

 Escola de Vela Oceano Floripa - veleiro Atixba na Fortaleza dos Ratones
]
 Escola de Vela Oceano Floripa clicado pelo veleiro Atixba

  Escola de Vela Oceano Floripa clicado pelo veleiro Atixba

Escola de Vela Oceano Floripa - Santo Antônio de Lisboa

 Escola de Vela Oceano Floripa clicado pelo veleiro Atixba

Escola de Vela Oceano Floripa - nascer da lua em Santo Antônio de Lisboa

Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo
Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Aulas de veleiro em Floripa - dias 26, 27 e 28 de junho

Sexta, 26 – Personal Sailing – Módulo 1
Sábado e domingo 27 e 28 – Curso Regular – Módulo 1
Curso de Vela Oceânica em Floripa
Instrutor Marcelo Visintainer Lopes

Escola de Vela Oceano - curso regular M1

Escola de Vela Oceano - curso regular M1

Escola de Vela Oceano - curso regular M1

Escola de Vela Oceano - Personal Sailing M1

Escola de Vela Oceano - curso regular M1

Escola de Vela Oceano - veleiro escola Oceano VI
Imagem: André veleiro Toa Toa

Escola de Vela Oceano - Personal Sailing M1

Escola de Vela Oceano - curso regular M1

Escola de Vela Oceano - veleiro escola Oceano VI
Imagem: André veleiro Toa Toa

Escola de Vela Oceano - veleiro escola Oceano VI
Imagem: André veleiro Toa Toa
Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo
Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro