domingo, 21 de março de 2021

Trovoada surpresa?

 Trovoada surpresa?

Isto existe?

 

Por Marcelo Visintainer Lopes

Instrutor de vela

Escola de Vela Oceano

 

escola de vela oceano - arte Kauli Lopes



Comentários sobre a “polêmica” trovoada do dia 14 de fevereiro (domingo) que deixou diversas lanchas e jets em apuros no norte da Ilha de Santa Catarina.

Encontrei razão para escrever sobre este tema logo após ler e comentar uma postagem do FB que dizia: “trovoada de verão pegou os barcos de surpresa”.

O domingo amanheceu lindo e uma grande quantidade de embarcações saiu para curtir o dia.

Seria só mais um dia perfeito em Floripa?

Com certeza não!

Os mais antigos sabem que a combinação do calor abafado com a terra úmida da chuva da noite anterior é sinal claro de trovoada e aquele dia não seria diferente.

No meio da manhã a natureza já emitiu seus primeiros sinais: pequenos flocos de algodão branco (nuvens Cumulus) começaram a se agrupar acima do Morro Cambirela.

No meu registro visual das 11h percebi que a célula dobrou de tamanho em meia hora.

A profissão de instrutor de vela exige atenção constante nos Apps e sites, mas no verão, em especial, minha atenção se volta para a “observação meteorológica”, já que as trovoadas são fenômenos muito localizados, instáveis e de difícil previsão.

Se você começar a prestar a atenção nas “coisas do tempo” irá descobrir que as trovoadas de verão não se formam de uma hora para a outra.

No verão elas ocorrem sempre à tarde e por esta razão devemos evitar a navegação neste período (quando as condições estiverem propícias para a ocorrência de trovoadas).

Conforme as horas vão passando a terra vai aquecendo o processo convectivo ganha força.

Normalmente eu velejo bem tranquilo até 14h e depois trato de ficar perto de abrigos de 360° (ilhas contornáveis) ou me dirijo direto para a minha poita na marina em Santo Antônio de Lisboa.

O entorno do norte da ilha de Santa Catarina oferece diversas opções de abrigo para tempestades de verão, mas quando estamos lá fora não temos para onde correr.

Em uma travessia oceânica a gente se prepara com bastante antecedência para o enfrentamento.

A preparação inclui vestir as roupas de tempo, fechar vigias, gaiutas e registros principais, amarrar tudo que esteja solto no convés, prender tudo o que possa cair no interior do barco e ligar o motor (se for o caso).

E as velas?

Também com antecedência, devemos deixá-las arriadas (ou enroladas) e muito bem amarradas, já que não há como prever a energia que virá da tempestade.

Os ventos fortes podem rasgar uma vela igual a um pedaço de papel...

Depois que o vento da trovoada estabiliza podemos escolher o tamanho e o tipo de velas que iremos utilizar, mas ainda assim cabe lembrar que muitas vezes ela perde energia de um lado e entra de outro com mais energia ainda.

Nunca, em momento algum, tente fazer previsões do tipo: “acho que ela vai passar longe” ou “acho que ela não me alcança” ou “o vento está empurrando ela para o lado oposto” ou “acho que ela já passou”.

É justamente aí que mora o perigo!

Nem os meteorologistas conseguem determinar com exatidão o que irá ocorrer.

As células ganham e perdem energia ao passar por acidentes geográficos, ao passar por locais com mais ou menos calor, por locais com mais ou menos umidade, enfim...

De nada adianta dizer que a trovoada passou de forma leve pelo município X se sabemos que ela poderá causar efeitos destrutivos mais ali na frente.

Se eu pudesse dar um conselho eu diria o seguinte: prepare-se para o pior!

Se a trovoada não entrar, melhor...

Comemore mais tarde!

Procure abrigo com antecedência e depois que tudo passar, continue a sua velejada normalmente.

Se estou velejando em um lugar onde o 4G funciona ou se tenho internet via satélite fica bem mais fácil entender o comportamento e o deslocamento da célula.

O Brasil possui uma rede integrada de detecção de descargas atmosféricas (RINDAT) e esta costuma ser a minha primeira consulta.

O App Windy (bolinha vermelha com a letra W branca) lançou a algum tempo uma função que permite acompanhar o deslocamento e a energia das células. A função está localizada no canto direito com o “símbolo de um raio”.

Uma das razões que eu imagino ter sido o motivo para o descuido total do pessoal foi que no dia anterior uma outra célula passou batida pelo continente. Provavelmente as pessoas acreditaram que esta também passaria longe.

Antecipação é uma palavra que deveria fazer parte do dia a dia de qualquer pessoa que utiliza o mar como local de lazer ou trabalho.

Quando saio para dar aula com previsão da trovoada eu costumo utilizar a estratégia de rumar para o lado da trovoada (bem no início da sua formação).

Por exemplo: se a trovoada está se formando no sul eu velejo para o sul.

A razão disto é bem simples: quando ela entrar eu viro de popa e volto com ela.

Estar a favor de uma trovoada é uma excelente estratégia e é uma técnica muito utilizada na navegação.

Atenção!

Uma trovoada pode perder força e outra poderá se formar logo em seguida e com direção talvez, nem tão favorável.

Se estivermos em mar aberto e com lazeira (espaço) suficiente para navegar em todas as direções sem nenhum perigo à frente ok. Basta ir mudando o rumo de maneira a ficar sempre de popa.

A trovoada no dia 14 começou de S, parou e depois entrou de NW com menor intensidade. Parou e depois entrou outra coisinha de ENE com menor intensidade também...

Basta deixar o vento levar você com ele; velas arriadas ou minúsculas (dependendo da intensidade) e comemoração por estar no lugar certo na hora certa.

Mar de popa e vento de popa são, na minha humilde opinião, a melhor solução para a saúde do barco e da tripulação.

“Correr com o tempo” é o termo utilizado para esta manobra.

Naquele dia eu estava em aula e, em função do nível da turma (já não era marinheiros de primeira viagem), rumei para o lado oposto ao da trovoada e informei a razão da minha atitude: iremos para o lado contrário do que seria o correto.

Percebam aquela formação no horizonte...

Quando ela entrar, nosso retorno será contrário a ela, mas não se preocupem, pois manteremos a atenção na formação e em tempo hábil retornaremos.

Aquela aula tinha passara a ter o objetivo de exercitar o olhar para o desenvolvimento das células e também colocar em prática todas as atitudes que devem ser tomadas nas horas que antecedem uma trovoada.

Por volta das 12h30 fundeamos na baia ao lado da Praia do Tinguá (Fazenda da Armação).

Velejadores não gostam muito de bagunça e som alto e por isto preferem a tranquilidade da Fazenda.

O Tinguá estava impraticável naquele dia. O som era tão estridente e misturado que de longe soava como um vespeiro (zzzzzzzzzz).

Com toda a certeza havia mais de 100 barcos fundeados ali.

Nosso pitstop foi rápido. Quinze minutos foram suficientes para engolir o sanduiche.

O plano é sempre antecipar e não atrasar!

O mais interessante foi perceber que ao mesmo tempo que deixávamos a ancoragem no “modo lancha”, diversos barcos continuavam chegando para “aproveitar o dia”.

Apenas um veleiro deixou a ancoragem com a gente.

No caminho de volta relatei à turma o que aconteceria com todas aquelas embarcações se a trovoada de fato entrasse.

O cenário que descrevi soava meio exagerado (cena de filme de horror), mas eu conheço bem a situação geográfica do local e também a velocidade de reação das pessoas que fazem o uso do álcool na hora do churrasquinho...

Chegamos na marina por volta das 14h30 e ainda deu tempo para dar mais uns bordinhos ali em frente.

Às 15h amarramos na poita e preparamos o barco para o vento forte.

Por volta das 15h30 o temporal entrou com toda a força.

Eu e minha tripulação já estávamos em terra firme e devidamente abrigados!

Passei toda a trovoada na área coberta da churrasqueira da marina.

Granizos maiores do que bolas de ping pong (pareciam meteoritos por causa da sua superfície irregular) começaram a furar o telhado de fibrocimento da cobertura ao lado.

Eu, o Cid (dono da marina Santo Antônio) e o marinheiro Fernando ficamos na proteção das robustas telhas de barro.

Só o que me vinha à cabeça naquele momento tenso era o estrago que aquilo tudo deveria estar fazendo no Tinguá.

Pelo canal 16 do rádio VHF começaram a chegar os primeiros pedidos de socorro.

Jets afundados, lanchas na praia, barcos se batendo e muita corrente enroscada nos hélices.

Por sorte ninguém se feriu mais gravemente e os prejuízos foram só materiais.

Muitas vezes o navegador é surpreendido por uma trovoada por estar abrigado atrás de uma formação mais alta, mas este não era o caso do Tinguá.

Sua face desprotegida é voltada para o sul e de muito longe dava para enxergar “a coisa”.

Mesmo sob o abrigo de alguma montanha o comandante tem a obrigação ficar atento aos sinais da natureza e também no avanço das células através dos Apps.

Se a tempestade entrar antes de você conseguir se abrigar, ligue o motor, suspenda o ferro e ancore o mais longe possível da praia e de outros barcos.

Dê todo o cabo que você possuir (emende cabos se for necessário) e mantenha o motor engrenado a vante.

Mantenha a rotação necessária para manter a amarra da âncora com menos tensão do que se estivesse sem motor naquela situação de vento forte.

O motor ligado e engrenado ajuda a diminuir a força sobre a âncora, sobre a amarra, sobre os pontos de amarração no barco e garante uma saída rápida, se for necessário.

Se tiver que sair às pressas por causa de um perigo na popa ou mesmo na proa (um barco vindo para cima de você) não hesite em abandonar sua âncora com amarra e tudo.

Não é à toa que devemos ter pelo menos mais uma âncora (com amarra própria) a bordo.

Eu tenho três âncoras com pesos diversos, inclusive uma super dimensionada para o barco.

Conheço gente que leva cinco kits completos.

Você navega com âncoras reserva e está sempre atento aos sinais da natureza?

 

Bons ventos!


Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo

Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro

 

Comprou veleiro e tá inseguro?

 Comprou veleiro e tá inseguro para velejar?

 

Por Marcelo Visintainer Lopes

Instrutor de Vela

Escola de Vela Oceano


escola de vela oceano floripa - arte Kauli Lopes


 

 

Calma!

Você não está sozinho!

Dor de barriga, ansiedade e até uma gastura no estômago (kkkk) fazem parte do início de qualquer pessoa normal.

Tá certo que também existe uma parcela de gente “sem noção” que não tem medo de nada. O cara vai lá, mete a cara e volta... Muitas vezes faz bobagens e quebra o barco. Outras assusta a esposa e a família toda, volta e finge que nada aconteceu!!

Se você é uma pessoa “normal”, sua ansiedade é compreensível.

Velejar é diferente de tudo o que você já fez e praticou.

Velejar é uma arte complexa que engloba temas que vão da meteorologia à física, da matemática à geografia, da história à psicologia.

Raciocínio rápido, coordenação motora, proatividade, bom senso, antecipação e mais um monte de coisas que a gente nem imagina.

Eu não sei se é o seu caso, mas a grande maioria das pessoas que compram veleiros não passam e nem estão pretendendo passar pelo ensino formal de uma escola de vela.

Se já não é fácil para quem faz um curso, imagine para quem não faz.

Comprar barco sem ter noções mínimas pode parecer estranho, mas é um fato!

Eu sempre desejei ter a bordo do meu veleiro um cilindro de mergulho para utilizar em eventualidades... Em dezembro do ano passado adquiri um equipamento completo e desde então aguardo a oportunidade para iniciar um curso básico.

O equipamento está ali à disposição e oportunidades não faltaram para testá-lo.

Eu poderia ter assistido um tutorial qualquer, mas como instrutor sei que este não é o caminho correto.

Um simples cilindro de mergulho ou mesmo um mergulho em apnéia podem  deixar sequelas graves se realizados de maneira incorreta.

Quem compra um veleiro sem possuir nenhuma noção de vela deveria ter o mesmo cuidado que tenho em relação ao mergulho.

Este tipo de atitude diminui as chances de você colocar em risco a sua vida e a vida dos outros e também diminui em muito a dor de cabeça e a insegurança nas primeiras velejadas.

Mesmo fazendo um curso de vela o aluno pode ficar inseguro?

Claro que sim!

Todo mundo fica, principalmente quem compra o barco muito tempo depois de ter concluído o curso.

A demora na compra influencia diretamente na sua insegurança, pois você aprende e esquece muito rápido se não colocar logo em prática.

Quanto mais próxima for a compra em relação ao final do curso de vela, menor é a chance de você apresentar insegurança.

Que existem pessoas mais inseguras do que outras eu não tenho dúvidas...

Pessoas inseguras por natureza (para tudo na vida) terão mais insegurança ao conduzir um veleiro, principalmente nas primeiras saídas.

Cada indivíduo possui seus próprios padrões de comportamento e a sua capacidade de enfrentar situações adversas poderá torná-lo mais ou menos resistente ao medo.

Alguns velejadores iniciantes resolvem muito bem questões desafiadoras e outras nem tanto. Alguns reagem proativamente e outros simplesmente desligam o disjuntor.

Você lida bem com as coisas que podem fugir facilmente do seu controle ou cai em desespero e aperta o botão off, deixando o barco à deriva?

Seja lá qual for o seu perfil, o mais importante é você se sentir seguro na realização das manobras básicas. Esta é a parte mais fácil, já que o treinamento eleva a sua autoconfiança.

Quando um aluno compra o veleiro muito longe do final do seu curso eu sempre indico que ele faça pelo menos uma aula particular (avaliação e otimização) no próprio barco.

Eu avalio o estado geral das velas, reviso e ajusto o estaiamento, otimizo cabos e por fim testo as reações do barco em diferentes condições.

Cada veleiro possui suas peculiaridades e o seu não será igual ao meu.

Tempos de resposta de leme e melhores ângulos de trabalho, ângulos de orça, ângulos de adernação, posicionamento da tripulação, peso e formato da quilha, comprimento do leme, enfim... Tudo influencia no desempenho deste veleiro que você acaba de adquirir e isto o torna único.

Mesmo os modelos de linha podem sofrer alterações de desempenho e equilíbrio de leme pelo simples fato do mastro estar mais caído para vante ou para ré.

Eu comparo a minha presença a bordo ao carro que vai para a oficina. Seu carro puxava para a esquerda e havia uma forte trepidação na direção.

Quando subo no veleiro eu tento ser a geometria, o balanceamento, a revisão dos freios, a troca de óleo e mais uma aula de direção na pista do autódromo!

Quando identifico problemas mais sérios de leme, quilha ou mesmo de alinhamento de eixo de motor, indico o içamento do barco para realizar todas as revisões.

Meu objetivo com este texto foi demonstrar o quão complexo pode ser um barco à vela e também justificar os motivos que o levam a sentir tanto desconforto e receio ao sair nas primeiras vezes.

Estamos juntos!

Bons ventos!


Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo

Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro

 

 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Curso de Vela em Floripa - módulo 4 fevereiro

 Por Marcelo Visintainer Lopes

Escola de Vela Oceano

Imagens do Módulo 4 realizado nos dias 20 e 21 de fevereiro.

Floripa - Porto Belo com Ilha do Arvoredo por boreste e Ilhas Galés por bombordo.


Escola de Vela Oceano Floripa - César Landin na cana de fortuna

Escola de Vela Oceano Floripa - cana de leme de fortuna

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa


Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo
Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Avançando módulos do curso de vela

 

 

Por Marcelo Visintainer Lopes

Instrutor de Vela

Escola de Vela Oceano

 

Pergunta do dia: posso avançar módulos na sua escola já tendo conhecimentos básicos?

Resposta: com certeza, desde que você domine os conteúdos do módulo anterior.

Muita gente tem dúvidas sobre a possibilidade de se inscrever em um módulo mais avançado do curso de iniciação à vela oceânica.

Eu não vejo nenhum problema em avançar módulos. Se a pessoa possui o domínio prático dos conteúdos de um módulo e se sente à vontade para avançar, por que não?

Existem excelentes escolas espalhadas pelo país e não reconhecê-las seria um grande equívoco.

Todo o conteúdo que ministro nas 70 horas do curso está disponível no site da escola.

Acesse o www.escoladevelaoceano.com.br e anote os temas que você possui um bom domínio prático.  

Depois disto converse comigo. É através da conversa mais detalhada que terei condições de saber mais sobre a real aplicação dos seus conhecimentos dentro do módulo mais avançado.

No contato pessoal eu realizo questionamentos do tipo: em qual escola você velejou, qual o ano, o curso foi prático, teórico, teórico/prático, quantas horas de aula no total, quantas horas de prática no total, o aprendizado ocorreu com boas condições de vento, você consegue preparar o barco para velejar, verificar motor, sair da poita sozinho, subir a vela grande, abrir a genoa, orçar, arribar, aproar, desaproar, cambar e voltar para a poita também sozinho?

Estas perguntas são pertinentes ao candidato que deseja passar direto para o módulo 2.

Para avançar para o 3 ou 4 seguimos o mesmo raciocínio...

Embora as respostas me ajudem a entender um pouco mais sobre o perfil do futuro aluno, de vez em quando eu ainda quebro a cara...  

Quando a aula prática inicia... Ao perceber que o aluno não domina os conteúdos que afirmou dominar eu costumo parar a aula. Reavalio os conhecimentos práticos e divido meu ponto de vista com ele. A partir dali, redefinimos o nosso plano de ação.

Saber velejar sozinho não significa que você aprendeu a velejar da maneira correta. É por esta razão que trabalho com a progressão pedagógica de todos os conteúdos.

Existe uma ordem correta para fazer cada movimento e não respeitá-la pode gerar alguns problemas e diversas consequências...

Quando percebo que não há condição técnica suficiente para avançar ao módulo desejado eu sugiro que voltemos ao módulo anterior desde o início.

Não existe a menor possibilidade de eu ficar ensinando e corrigindo movimentos do módulo 1 se a pessoa se inscreveu direto no 2 ou 3.

Eu estaria misturando conteúdos básicos e avançados e diminuindo a quantidade de repetições de manobra necessária para estabelecer o domínio completo dos movimentos.

A emissão de certificado e carteira de registro da minha escola só ocorre se o aluno apresentar aproveitamento igual ou superior a 80% e isto diz tudo...

As pessoas que velejam em monotipos desde criança ou adolescente, que foram atletas de clube (ou não) e que fizeram cursos em escolas tradicionais terão domínio sobre a maioria dos conteúdos básicos, ficando de fora apenas o motor de centro, os procedimentos de segurança e de partida, poita e mais uma coisinha ou outra.

Estes terão uma excelente vantagem e conseguirão avançar os módulos apenas dando uma boa lida na apostila do curso.

Tenho outra parcela de alunos que se inscrevem no curso e alegam possuir grande carga horária teórica, inclusive com cursos online concluídos. Este é o perfil mais complicado, já que a maioria deles embarca no veleiro escola e não consegue sequer, realizar os procedimentos iniciais.

É fácil concluir que de nada adiantou ficar horas e horas se apropriando de conteúdos puramente teóricos se a pessoa não consegue nem abrir o barco e ligar a chave geral. Não consegue realizar os procedimentos de saída e nem preparar as velas para serem abertas. Abrir uma carta náutica para descobrir a rota segura para sair da marina, nem pensar...

Procedimentos de saída são vistos nos primeiros minutos do PRIMEIRO MÓDULO e não do segundo ou terceiro.

Nos demais módulos a gente só repete o mesmo caminho e inclui conteúdos mais avançados.

As tarefas iniciais possuem uma ordem. Depois de uns 12 passos a gente já está liberado para atuar de forma mais aleatória, porém sem esquecer de nada.

Não é à toa que criei um App gratuito e específico para checagens. Já falei dele aqui nas minhas postagens. O nome do App é Escola de Vela Oceano.

Ao tentar atropelar fases talvez você perca o essencial e tudo que foge dele poderá gerar vícios errados e consequências.

O essencial significa aprender primeiro o A, depois o B e assim por diante.

Velejar “feito bicho” é mais ou menos como dirigir um carro novo e cheio de comandos eletrônicos sem antes ter lido o manual.

Antes de ler o manual talvez você acredite que seja possível arrancar em segunda ou terceira marcha, mas existe uma razão mecânica para arrancar em primeira.

É exatamente desta maneira que eu desenvolvo as apostilas e também é assim que aplico os conteúdos durante as aulas práticas.

Existem muitas maneiras de se fazer uma mesma atividade a bordo e o meu objetivo é sempre demonstrar a maneira mais eficaz.

Arrancar em segunda é possível, mas esteja ciente que diversos itens estarão sofrendo desgaste prematuro e é este o fundamento que orienta a minha instrução.

As técnicas que utilizo diminuem o tempo de execução das manobras, diminuem o esforço mecânico do laminado do casco, diminuem consideravelmente o risco de quebras e de acidentes, diminuem o desgaste dos materiais, evitam lesões musculares e aprimoram a técnica.

Aprender da forma correta funciona como uma espécie de “garantia”, aumentando as chances de você conduzir seu próprio veleiro com segurança.

Bons ventos!

]

Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo
Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro

 

 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Curso de Vela Oceânica em Floripa - resumo 1ª quinzena fevereiro

Escola de Vela Oceano Florianópolis

Cursos de Vela para iniciantes

Charter de veleiro 34 pés

Charter com instrução básica de vela

Travessias Oceânicas


Imagens que resumem as atividades da primeira quinzena do mês de fevereiro.


Por Marcelo Visintainer Lopes

Instrutor de Vela


Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa

Escola de Vela Oceano Floripa - euzinho

Escola de Vela Oceano Floripa


Vela Oceânica em Florianópolis, Aula de Vela em Floripa, Escolas de Vela no Brasil
Aprenda a velejar em Floripa, Escola de Vela Oceano, Universidade da Vela no Brasil
Veleiro Floripa, Barco à Vela Florianópolis, Charter de Veleiro em Floripa
Como aprender a velejar? Quero aprender a velejar, Velejar é uma arte
Aluguel de barco em Floripa, Aluguel de Veleiro para comerciais e filmes
Curso de Veleiro, Escola de Veleiro, Curso Navegação Costeira, Curso Iatismo
Travessias Oceânicas, Vela de Cruzeiro, Curso de Vela de Cruzeiro
Escola de Iatismo, Vela de Cruzeiro, Vídeos de Veleiro, Vídeos Velejando
Professor Marcelo Visintainer Lopes, Velejar, Onde aprender a velejar?
Escola de Vela Itajaí, Curso de Vela Oceânica Itajaí, Aula de Vela Itajaí
Escola Veleiro Itajaí, Velejar Itajaí, comprar veleiro, vender veleiro, aulas de iatismo
Morar em um veleiro, morar a bordo, quanto custa morar em um veleiro